Cartas de Condução emitidas em Portugal, por género – Evolução entre 1950 e 2009

Data: 14 de Janeiro de 2010

No ano de 2001 registou-se pela primeira vez em Portugal um maior número de novos condutores femininos do que masculinos, facto que se repetiu em praticamente todos os anos da última década.

Esta é uma das conclusões que pode ser retirada da análise à evolução do número de novas cartas de condução emitidas em Portugal, por género, entre 1950 e 2009.

Nos últimos 60 anos foram emitidas mais de seis milhões de novas cartas de condução. Destas, 3.849.889 foram para homens (mais de 60%), com as mulheres a alcançarem os 2.463.713, próximo dos 40%.

O ano de 2001 marcou definitivamente o ponto de viragem na emissão de cartas de condução, por género, em Portugal. Pela primeira vez, a população de novos condutores femininos suplantou a masculina: do total anual de 172.574 novos condutores, 87.483 eram mulheres e os restantes 85.091 homens.

Esta “novidade” tornou-se um hábito em todos os anos seguintes, à excepção de 2009, em que os “encartados” masculinos (55.751) voltaram a suplantar os femininos (54.496).

Nos 60 anos em causa, há ainda a destacar outros factos:

– Uma evolução exponencial de novos condutores, com uma clara descontinuidade logo após a Revolução do 25 de Abril e aquando da entrada do País na CEE (1986);

– Após esta adesão, seguiu-se um crescimento acentuadíssimo de novos condutores, em linha com o ambiente de expansão económica que então se verificava e com o apelo forte à motorização das famílias;

– A década de 90 registou os valores mais elevados de novos condutores por ano, com sete anos (de 1991 a 1997) a superarem as 200 mil emissões anuais de novas cartas de condução;

– O ano “record” de emissão de novas cartas foi 1993, com o registo de 261.838 novos condutores;

– Desde então, tem-se verificado uma tendência de diminuição do número de novos condutores por ano, com 2009 (110.247 novas cartas emitidas) a atingir o valor mais baixo dos últimos 23 anos;

– Esta diminuição sustentada de novos condutores por ano (desde 1994) tem sido menos acentuada nos condutores do género feminino que, após 2001, tem suplantado o género masculino.